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Cones vaginais no treinamento do assoalho pélvico

Autor: Juliana Schulze Burti

Cones vaginais no treinamento do assoalho pélvico

OS CONES VAGINAIS NO TREINAMENTO DA MUSCULATURA DO ASSOALHO PÉLVICO

Como já foi comentado em artigos anteriores, há muitos casos de incontinência urinária que podem ser tratados de maneira conservadora, ou seja, que não precisam de intervenção cirúrgica. Mesmo quando a indicação médica for uma cirurgia, o fortalecimento dos músculos da região do assoalho pélvico pode ser uma ótima alternativa para uma preparação pré-operatória.

Dentre as técnicas utilizadas para esse tratamento, que atualmente é conhecido como treinamento da musculatura do assoalho pélvico, estão os cones vaginais.

Quando as pacientes iniciam o tratamento conservador, muitas vezes ocorre dificuldade em realizar as contrações perineais de forma correta. Cerca de 30% das pacientes executam os exercícios de forma inadequada, ou seja, utilizando músculos acessórios (abdominais, glúteos e adutores das coxas).

Para essas pacientes os cones são uma alternativa muito interessante.

Mas afinal, o que são os cones vaginais?

São dispositivos com forma e volume iguais, que variam de peso (entre 20 – 70g). Para facilitar eles possuem cores diferentes, conforme o peso. Internamente são compostos de aço inoxidável e são revestidos de plástico. Na extremidade inferior há um fio de nylon, que auxilia a remoção. (vide figura abaixo)

 

Como os cones auxiliam no treinamento do assoalho pélvico?

Eles são inseridos dentro da vagina da mesma maneira que os absorventes internos (o.b. e tampax). Para que eles fiquem lá dentro a paciente precisa contrair a musculatura do assoalho pélvico. A sensação do peso saindo faz com que a paciente contraia involuntariamente a musculatura correta. A escolha do peso é feita através de um teste: Verifica-se qual cone provoca a sensação de perda. Se com o cone de 20 gramas a paciente não tem essa sensação, ela deve passar para o próximo, e assim, sucessivamente. O treinamento é feito com o cone que “tende a cair”, até que a paciente melhore sua condição muscular e consiga contê-lo, passando então para o próximo.

É importante lembrar que a utilização de qualquer técnica de reabilitação deve ter a orientação de um profissional habilitado, que saberá avaliar quais técnicas trarão melhores resultados para o seu caso e quais estão contra-indicadas.

Juliana Schulze Burti
Fisioterapeuta e educadora física
Especialista em Fisiologia do Exercício
Atua nas áreas de urologia, ginecologia e postura
site: http://www.julianaschulze.com.br
blog: http://juliana-schulze.blogspot.com
Autor: Juliana Schulze Burti
E-mail: juschulze@gmail.com


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